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Uma rodada de Watergate começa com fichas novas no trilho central e segue em três passos.
1. Montar a rodada: as fichas de impulso, de prova e de iniciativa da rodada entram no meio do trilho, na casa neutra.
2. Jogar cartas: os dois jogadores alternam, e cada carta sai pelo valor, empurrando uma ficha para o seu lado, ou pelo evento, com o efeito escrito nela.
3. Recolher as fichas: no fim da rodada, cada ficha que chegou a uma ponta do trilho vai para o dono daquela ponta.
A ficha de iniciativa decide quem começa a rodada seguinte. Quem a ganha dita o primeiro passo e escolhe onde abrir a disputa.
Impulso, prova e informante
O governo guarda as fichas de impulso diante de si. Ao juntar cinco, vence na hora, e nenhuma linha do quadro muda essa conta.
O jornal coloca cada ficha de prova no quadro de provas, uma rede de rostos com a foto do presidente no topo. A prova liga um rosto ao vizinho, e a linha cresce em direção a Nixon.
Os informantes começam fora do quadro, numa reserva ao lado dele. O jornal precisa revelar um informante e ligá-lo, por uma cadeia de provas, até a foto do presidente. Duas cadeias completas dão a vitória ao jornal.
O governo também mexe no quadro. Algumas cartas tiram provas já postas ou fecham caminhos, e o jornal reconstrói a linha por outro lado. A disputa no quadro vira uma segunda corrida, menor e mais lenta, dentro da corrida do trilho.
Quando a pressa vira método
Na prática, a partida dura poucas rodadas. Cinco fichas de impulso parecem pouco, e o governo chega lá rápido se o jornal ignorar o trilho.
O jornal vive de escolhas duras: disputar a ficha de impulso custa uma carta, e cada carta gasta no impulso deixa uma prova para trás. Quem só olha para o quadro perde pela contagem do rival.
O governo vive de outra conta. Ele precisa de quantidade e de tempo, e cada rodada sem prova nova para o jornal já vale como vitória parcial.
A frase mais lembrada do caso cabe na mesa. “Siga o dinheiro”, diz o informante Garganta Profunda no filme Todos os Homens do Presidente (1976), com roteiro de William Goldman. No tabuleiro, o jornal segue a prova, e o governo segue o relógio.
“Em Watergate, a prova pede desenho e o impulso pede só pressa.”
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