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Twilight Struggle é publicado pela GMT Games desde 2005, e a caixa que interessa hoje é a edição deluxe, com tabuleiro montado, cubos de madeira e cartas maiores. Confira a edição em português nas lojas nacionais antes de partir para importação, porque a tiragem nacional some das prateleiras em ciclos e volta em reimpressão.
A faixa que aparece nas lojas nacionais anda entre R$350 e R$520 na caixa lacrada. Feira e liquidação de fim de ano derrubam para perto de R$290, e anúncio de marketplace pedindo R$800 costuma ser revenda de estoque parado, sem pressa nenhuma da sua parte.
O idioma pesa muito aqui. Cada carta é um parágrafo histórico seguido de uma regra específica, e uma dupla que não lê inglês com conforto trava a cada evento novo revelado na mesa.
Existem versões diferentes circulando e confundir custa dinheiro. A primeira tiragem de 2005 trazia tabuleiro dobrável de papel e cartas menores. A deluxe, que a GMT reimprime desde 2009, entrega tabuleiro montado e é a que a comunidade recomenda para quem vai jogar muito.
A expansão Turn Zero adiciona cartas opcionais de preparação e não é necessária para começar. A caixa básica sozinha sustenta dezenas de partidas, e a variação vem da ordem em que as cartas aparecem, não de material extra.
Confira estes pontos antes de fechar qualquer cópia, principalmente usada:
Se as cento e três cartas do baralho básico estão completas, porque falta de uma carta de pontuação quebra o equilíbrio de uma região inteira
Se o tabuleiro montado não está empenado nas bordas, defeito comum em caixa guardada em pé por anos em prateleira apertada
Se os cubos de influência das duas cores estão no número correto, já que improvisar com peça de outro jogo confunde a leitura rápida do mapa
Qual tiragem aparece na foto do anúncio, que é onde o vendedor desatento mistura a primeira edição de papel com a deluxe de tabuleiro montado
Cópia usada com cartas desgastadas tem conserto barato: sleeve protege o baralho por menos de cinquenta reais e devolve o embaralhamento decente. Carta faltando é problema maior, porque a lista de eventos é fechada e substituir uma delas por versão impressa muda a espessura no baralho.
A manutenção é simples: um saquinho por cor de cubo, um elástico no baralho e o tabuleiro guardado deitado cortam a montagem para cinco minutos.
Ensinar leva quarenta minutos honestos com um jogador novo. O caminho curto é jogar a Guerra Fria inicial aberta, com as duas mãos à vista, para a lógica do evento inimigo entrar na cabeça antes de a partida valer.
No custo por partida, uma caixa de R$400 fecha em vinte reais por noite depois de vinte partidas, e vinte partidas é pouco para um jogo em que a mesma carta muda de valor conforme o mapa da vez.
“Você joga a carta soviética agora, pelos três pontos de operação que garantem a Itália, ou segura a mão fraca por mais uma rodada e arrisca receber a pontuação da Europa antes de fechar o continente?”
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