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PARKS: a trilha se refaz 4 vezes e leva junto o seu plano

De 1 a 5 pessoas, dois caminhantes por jogador e uma trilha embaralhada a cada estação. Pra quem vale, como se joga e quanto custa.

Lajotas de trilha, caminhantes de madeira e cartas de parque na mesa

A cada estação, a trilha volta embaralhada

▼

N enhum espaço da trilha sobrevive à troca de estação. Numa partida de PARKS, a jogadora guardou dois sóis e uma montanha contando com o mirante do penúltimo espaço, e no verão o mirante apareceu no começo da fila, já ocupado por outro caminhante.

A cena se repete em toda mesa de primeira viagem. O jogador olha a fileira de lajotas, enxerga uma rota limpa e monta o plano da estação seguinte em cima dela: aqui pego água, ali pego floresta, na saída compro o parque. Quando a estação vira, as lajotas voltam para a pilha, são embaralhadas e saem em outra ordem, com uma a mais.

O desenho é deliberado. A trilha representa uma caminhada por um parque nacional americano, e o caminho de outubro nunca repete o caminho de abril. Quem joga PARKS pela primeira vez trata a trilha como tabuleiro fixo; quem já jogou trata cada estação como viagem nova, com o mapa redesenhado.

A segunda pegadinha mora nas fotos. Tirar uma foto custa poucos recursos e rende um ponto, sempre. Comprar um parque custa mais e rende de dois a cinco. A foto parece o atalho seguro quando o plano desmorona, e o placar final costuma cobrar a escolha.

Cada jogador controla dois caminhantes, e a estação só termina quando todos chegam à ponta da trilha. Até lá, cada passo decide qual recurso entra na mochila e qual fica para trás, porque ninguém anda para trás.

A pressa também tem custo. O caminhante que dispara para a saída garante a primeira escolha entre os parques à venda, mas pula espaços com recursos que ficariam com os rivais, e chega com a mochila magra.

A faixa Vale a Mesa? começa pelas mesas certas para essa caixa, segue pelas que vão se frustrar com ela e termina na nota da casa.

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I  Vale a Mesa?

Uma caminhada para cinco

PARKS, de Henry Audubon, saiu em 2019 pela Keymaster Games. É um jogo de tabuleiro para 1 a 5 pessoas, com partidas de 30 a 60 minutos e idade indicada a partir de 10 anos. As cartas de parque reproduzem ilustrações da Fifty-Nine Parks Print Series, coleção de pôsteres serigrafados (impressos em tela, cor por cor) sobre os parques nacionais americanos.

O tema vem de uma lei. O Congresso americano criou o Serviço Nacional de Parques em 1916 com uma missão escrita no texto da Lei Orgânica: “conservar a paisagem e os objetos naturais e históricos e a vida selvagem neles, e prover o seu desfrute de maneira a deixá-los intactos para o desfrute das gerações futuras”. O jogo transforma a frase em placar: cada parque comprado é um lugar visitado, e nenhum é destruído.

Quatro amigos sem pressa

A mesa de quatro amigos que prefere conversar durante a partida encontra aqui um ritmo tranquilo. Ninguém ataca ninguém: a disputa acontece pelo espaço, porque dois caminhantes não param no mesmo ponto da trilha, salvo quem gasta a fogueira, uma ficha que libera dividir o espaço com outro jogador.

O jogo premia quem lê a mesa sem pressa. Cada jogador recebe no começo uma carta de ano, um objetivo secreto de fim de partida, e a mesa só descobre a meta de cada um na contagem final.

Casal joga bem. Com duas pessoas, a trilha fica folgada, e cada estação vira uma leitura fina de quem chega primeiro ao espaço disputado.

Quem joga sozinho tem modo próprio na caixa, com um caminhante adversário movido por um dado. A partida solo serve de treino para entender a trilha antes de levar o jogo para a mesa cheia.

Famílias com crianças a partir de 10 anos aprendem a regra numa partida. O símbolo de cada lajota diz o que ela dá, e o texto quase some do tabuleiro.

Onde a trilha cansa

Quem procura combo longo, com cartas encadeadas por dez rodadas, sente falta de profundidade. As decisões de PARKS são curtas: andar pouco e pegar o recurso bom agora, ou andar muito e chegar primeiro à ponta da trilha.

A mesa competitiva estranha o peso do acaso. Os parques à venda saem do baralho, e um parque barato aberto na hora certa favorece quem estava mais perto da saída.

Grupo de seis fica de fora: a caixa aceita até cinco jogadores.

“Em PARKS, a trilha muda de lugar e o parque comprado fica.”

NOTA DA CASA7.2 / 10
mecânica
 
7
componentes
 
9
rejogabilidade
 
7
custo-benefício
 
6
acessibilidade
 
9
interação
 
5
 
 

II  A Regra da Mesa

Quatro estações, uma trilha nova

Uma partida de PARKS dura quatro estações, e cada uma repete quatro passos.

1. Montar a trilha: as lajotas de espaço são embaralhadas e dispostas em fila entre a entrada e a saída. A cada estação entra uma lajota a mais, então a fila cresce de estação para estação.

2. Revelar a estação: a carta da estação mostra o clima, que deposita fichas de recurso extra em alguns espaços, e uma regra especial válida só naquela estação.

3. Caminhar: na sua vez, o jogador avança um dos dois caminhantes para qualquer espaço livre à frente e pega o que o espaço oferece. Ninguém volta.

4. Chegar à saída: o caminhante que alcança a ponta da trilha pode comprar um parque, comprar um equipamento ou reservar um parque para depois. Quando os caminhantes de todos chegam, a estação acaba.

Recurso na mochila

Os recursos são cinco: floresta, montanha, sol, água e animal selvagem. Cada parque cobra uma combinação deles, e a água rende mais quando vai para o cantil (a garrafa do jogador, que guarda água para trocar depois por outro efeito).

A foto cobra dois recursos de qualquer tipo, e a câmera, um dos equipamentos à venda na saída, barateia a foto. Cada foto vale um ponto no placar final; cada parque vale de dois a cinco.

A estação que vira

O plano longo quebra porque a mesa redesenhada apaga a posição dos espaços. O jogador que guardou água para usar no mirante de montanha precisa achar outra montanha, e ela pode ter caído no primeiro espaço, já ocupado.

A defesa é planejar em recurso, nunca em lugar. A mochila atravessa a troca de estação; a posição do espaço, não. Quem chega à saída com recursos variados compra mais parques do que quem chega com quatro iguais.

A foto entra nessa conta como saída de emergência. Quando o parque desejado some do mercado, dois recursos parados viram um ponto garantido, e esse ponto vale menos do que um parque, mas mais do que recurso encalhado na mochila.

O clima da carta de estação também mexe na conta. Os espaços com ficha extra atraem os dois caminhantes de todo mundo, e quem chega primeiro leva o bônus inteiro, enquanto o segundo encontra o espaço vazio de prêmio.

Quem quer acelerar tem outra arma: ser o primeiro a chegar à saída dá a ficha de primeiro caminhante, e ela decide quem começa a próxima estação, com a trilha nova ainda vazia à frente.

“Em PARKS, quem planeja o caminho perde; quem planeja a mochila compra o parque.”

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III  Quanto Custa Hoje

Uma caixa sumida das prateleiras

Em 18/10, no Compara Jogos, a página de PARKS não mostrava nenhuma oferta, nova ou usada, em loja nacional. Confira a edição em português nas lojas nacionais antes de decidir: a caixa entra e sai de estoque, e o preço muda quando volta.

Sem faixa de preço registrada no dia, o custo por partida de PARKS fica em aberto. A conta volta a ser possível quando a primeira loja publicar a caixa.

A caixa traz o tabuleiro, as lajotas de trilha, as cartas de parque, de equipamento e de estação, os caminhantes de madeira e as fichas de recurso. Tudo cabe numa mesa de jantar de quatro lugares, e a montagem leva poucos minutos: embaralhar as lajotas, abrir três parques e separar as fichas.

Para quem gosta do jogo, a Keymaster Games lançou em 2021 a expansão Nightfall (Anoitecer), com acampamentos e novas estações, e o Trails (Trilhas), versão menor e mais rápida do mesmo tema.

Antes de pagar

• Se a caixa é PARKS base, e não a expansão Nightfall, que depende dela

• Se o anúncio informa o idioma das cartas, porque cada estação traz regra escrita

• Se o usado traz as fichas de recurso e os dez caminhantes

Três trilhas parecidas nas lojas

Em 18/10, no Compara Jogos, três jogos de natureza e ritmo calmo estavam em estoque:

Cascadia (Grok Games), R$ 238 a R$ 313 em 34 ofertas novas em 18/10: paisagens e animais em lajotas, para 1 a 4 pessoas

Takenoko (Galápagos Jogos), R$ 314 a R$ 440 em 15 ofertas novas em 18/10: um panda, um jardineiro e bambu, para 2 a 4

Wingspan (Grok Games), R$ 385 a R$ 450 nas seis primeiras de 18 ofertas novas em 18/10: aves e motor de recursos, para 1 a 5

Com o meio da faixa de Cascadia, R$ 275, a caixa jogada em 20 noites sai a menos de R$ 14 por partida; numa mesa de quatro, perto de R$ 3,50 por pessoa.

Quem gosta da calma de PARKS e da arte de paisagem encontra em Cascadia o mesmo ritmo, com o tabuleiro montado por cada jogador em vez de uma trilha comum.

“Na próxima troca de estação, guardar a mochila variada e caçar o parque de 5 pontos, ou gastar dois recursos agora na foto de 1 ponto garantido?”

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Quantos pontos uma foto garante no placar final de PARKS, não importa qual seja?

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B5 pontos
C1 ponto
D3 pontos

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