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Jamaica: 2 dados movem a mesa inteira de piratas

Uma corrida pirata de 30 a 60 minutos para 2 a 6 pessoas, com dois dados para a mesa toda. Pra quem vale, como se joga e quanto custa.

Navios piratas, dados e dobrões sobre o mapa da ilha

Dois dados, seis navios e uma ilha

▼

O capitão rola os dois dados, e todos os navios usam os mesmos números. Numa sexta à noite, na casa da Marina, o Téo pegou esses números e chegou sozinho a Port Royal com o porão cheio.

O jogo é Jamaica. Até seis piratas disputam uma corrida em volta da ilha, e vence quem chega com mais ouro, não necessariamente quem chega antes.

A rodada começou com a Marina de capitã. Ela rolou um 6 e um 2, olhou a própria mão e pôs o 6 na manhã e o 2 na noite, no tabuleiro da bússola.

Cada jogador baixou uma carta de face para baixo. A carta tem duas metades: a da esquerda diz o que o seu navio faz com o dado da manhã, a da direita, com o dado da noite.

A Marina tinha planejado a rodada para ela. Baixou avançar na manhã e carregar comida na noite: seis casas à frente, duas comidas no porão.

O Caio baixou a mesma carta e parou na casa dela. Abordagem: os dois rolaram o dado de combate, gastaram pólvora, e o Caio levou um porão de ouro da capitã.

O Téo leu a mesa antes de escolher. Baixou carregar ouro na manhã e avançar na noite: seis dobrões no porão e só duas casas de viagem, longe da briga.

Na rodada seguinte, o capitão era o Caio, e os dados vieram 5 e 5. Para o Téo, cinco casas e mais cinco de ouro. Para quem tinha comida de menos, o mar à frente cobrava o que ninguém tinha.

A corrida terminou três rodadas depois. A Marina cruzou a linha primeiro e perdeu no ouro; o Téo, terceiro a chegar, somou o maior tesouro da noite.

A primeira faixa mostra as mesas que se divertem com dois dados para seis pessoas e dá a nota da casa ao jogo.

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I  Vale a Mesa?

Uma corrida em que chegar não basta

Jamaica, de Malcolm Braff, Bruno Cathala e Sébastien Pauchon, saiu em 2007 com arte de Mathieu Leyssenne. É uma corrida de navios piratas para 2 a 6 pessoas, e a edição brasileira é da Galápagos Jogos.

No Compara Jogos, em consulta de 01/11, a comunidade dá ao jogo complexidade 1,7 numa escala de 5 e nota média 7,1. A ficha marca de 30 a 60 minutos e nenhuma dependência de idioma: as cartas só trazem símbolos.

O enredo parte de um personagem real. Henry Morgan, o corsário galês nomeado vice-governador da Jamaica em 1674, chama os antigos colegas para a ilha, e trinta anos depois uma corrida em volta dela celebra a nomeação.

A mesa grande que quer rir

A família que junta primos de dez e de quarenta anos encontra um jogo em que a criança ganha do tio. Os ícones são poucos: ouro, comida, pólvora, avançar e recuar.

O grupo de seis amigos que raramente acha jogo para todos tem aqui uma rodada que não espera ninguém. Todos escolhem a carta juntos, e a revelação anda depressa em volta da mesa.

A caixa ganhou em 2008 o Golden Geek de melhor arte e apresentação, e a crítica alemã do Spiel des Jahres colocou o jogo na lista de recomendados do mesmo ano.

O mapa grande, os navios coloridos e os dados enormes chamam quem passa pela sala. Jamaica funciona como porta de entrada para quem nunca jogou nada além de War.

Quem joga com gente diferente a cada encontro ganha uma explicação de cinco minutos. A primeira rodada serve de aula, e na segunda todos já leem a carta pelo desenho, sem perguntar o que cada símbolo faz. O blefe aparece sozinho: a carta escondida faz o vizinho adivinhar se você vai carregar ou correr.

Onde a corrida derrapa

O jogador que gosta de controlar cada passo vai sofrer. A carta foi escolhida antes de ver a dos outros, e o dado de combate decide abordagens que pareciam ganhas.

A estratégia tem fôlego curto. Depois de algumas partidas, o grupo percebe o padrão: carregar cedo, avançar tarde, guardar pólvora para a casa disputada.

A dois, a corrida perde o sentido. Sem navios no caminho, quase não há abordagem, e o jogo vira uma soma de dados contra o relógio.

“Em Jamaica, a carta que você baixa vale tanto quanto o número que o capitão rolou.”

NOTA DA CASA7.5 / 10
mecânica
 
8
componentes
 
9
rejogabilidade
 
7
custo-benefício
 
5
acessibilidade
 
9
interação
 
7
 
 

II  A Regra da Mesa

A manhã e a noite do mesmo número

A rodada de Jamaica gira em volta de um capitão, papel que passa ao vizinho da esquerda a cada rodada. Cada jogador tem um baralho próprio de 11 cartas de ação e segura três na mão.

1. Dados: o capitão rola os dois dados de ação e decide qual número fica na manhã e qual fica na noite.

2. Escolha: todos baixam uma carta de face para baixo, ao mesmo tempo.

3. Revelação: a partir do capitão, cada um vira a carta e resolve a metade da manhã, depois a da noite.

4. Reposição: cada jogador compra uma carta e volta a ter três na mão.

Os cinco símbolos da carta

Carregar ouro, comida ou pólvora põe no navio tantas fichas quanto o dado daquela metade. Cada navio tem cinco porões, e cada porão guarda um tipo só.

Avançar move o navio o número do dado, e recuar faz o caminho inverso. Recuar parece castigo, mas leva o navio de volta a uma casa de tesouro ou para longe de um rival armado.

Quase toda casa de chegada cobra pedágio. Porto pede ouro, mar aberto pede comida, covil pirata não cobra nada, e quem não consegue pagar entrega o que tem e recua.

Quando dois navios dividem a casa

Parar onde já há navio abre combate. Os dois rolam o dado de combate e somam as pólvoras que decidirem gastar; a face com a estrela vence na hora.

O vencedor escolhe o prêmio: rouba o conteúdo de um porão do rival, toma uma carta de tesouro ou empurra para ele um tesouro amaldiçoado, que tira pontos no final.

As casas de covil pirata dão uma carta de tesouro a quem para nelas primeiro. Algumas trazem ouro, outras trazem a maldição.

Como a corrida acaba

Quando um navio chega a Port Royal, a rodada termina e a partida acaba. Cada jogador soma o ouro dos porões, os pontos da casa onde o navio parou e as cartas de tesouro.

As casas perto da chegada valem muito; as do fundo do mapa tiram pontos. Por essa soma, o Téo venceu a Marina sem cruzar a linha antes dela.

O historiador holandês Johan Huizinga escreveu em Homo Ludens, de 1938, que o jogo cria ordem e é ordem. Em Jamaica, essa ordem cabe em dois dados divididos entre manhã e noite.

“Em Jamaica, quem lê a mão dos outros vence o capitão que rola os dados.”

 

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III  Quanto Custa Hoje

Zero ofertas no Compara Jogos

Em 01/11, no Compara Jogos, Jamaica aparecia com 0 ofertas de caixa nova e 0 de caixa usada em lojas nacionais. A edição em português é da Galápagos Jogos, e a página do jogo traz o manual dela em PDF.

Com a caixa esgotada, a busca anda pelos grupos de venda de usados e pelos marketplaces. Confira a edição em português nas lojas nacionais antes de pagar por uma importada.

Sem faixa de preço, o custo por partida fica em aberto. A conta continua simples: cada R$ 100 pagos, divididos por 20 partidas no ano, dão R$ 5 por noite de jogo.

A caixa traz o tabuleiro da ilha, 66 cartas de ação, 80 dobrões de ouro, 45 marcadores de comida, 45 de pólvora, 12 cartas de tesouro, a bússola, três dados e seis navios com suas fichas de porão.

Antes de pagar pelo usado

• As 66 cartas de ação estão completas, 11 por cor

• Os seis navios e as seis fichas de porão vieram

• O dado de combate tem a face da estrela

• As 12 cartas de tesouro estão na caixa

Lá fora existe a expansão Jamaica: The Crew, com tripulantes que dão poderes aos navios. No Compara Jogos, em 01/11, ela aparecia indisponível, com nota média 7,8.

Três corridas e piratas para a prateleira

Port Royal (PaperGames), de Alexander Pfister, troca o mapa por um baralho de navios e tripulantes em que cada carta revelada pode estourar a sua vez. Em 01/11, em 16 ofertas de lojas nacionais, a caixa foi de R$ 76 a R$ 171.

Celestia (Ludofy Creative), de Aaron Weissblum, é uma viagem de balão em que o capitão rola os dados e os passageiros apostam se ele chega. Em 01/11, em 19 ofertas de lojas nacionais, a caixa foi de R$ 232 a R$ 330.

7 Wonders Duel (Galápagos Jogos), de Antoine Bauza e Bruno Cathala, leva a assinatura de um dos autores de Jamaica a uma disputa para duas pessoas. Em 01/11, em 33 ofertas de lojas nacionais, a caixa foi de R$ 149 a R$ 405.

Port Royal cabe no bolso e no orçamento. Celestia é o parente mais próximo para a família de seis, e 7 Wonders Duel atende o casal que achou Jamaica fraco a dois.

O grupo grande que topa um usado tem em Jamaica o jogo de dados mais bonito da prateleira; quem quer a caixa nova hoje começa por Celestia.

Com o 6 na manhã, você carrega seis de ouro e fica parado, ou avança seis casas e chega ao porto sem ouro para pagar?

Comprar Jamaica →
 
 
 

Quiz da edição

Segundo o texto, o enredo de Jamaica se inspira em Henry Morgan, corsário galês nomeado vice-governador da ilha em que ano?

A1662
B1674
C1685
D1701

Veja o ranking de quem mais acerta →

 

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