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Cosmic Encounter circula no Brasil pela linha da Fantasy Flight, e a caixa que interessa é a edição de aniversário lançada em 2018, com cinquenta alienígenas, naves de plástico e o cone de hiperespaço redesenhado. Confira a edição em português nas lojas nacionais antes de partir para importação, porque o estoque das lojas especializadas oscila bastante ao longo do ano.
A faixa que aparece nas lojas nacionais anda entre R$450 e R$650 na caixa lacrada. Feira e liquidação de fim de ano derrubam para perto de R$380, e anúncio de marketplace pedindo R$900 costuma ser revenda de estoque parado, sem pressa nenhuma da sua parte.
O idioma pesa mais aqui do que num eurogame de símbolos. Cada carta de poder é um parágrafo de texto que reescreve uma regra, e uma mesa que não lê inglês com conforto trava a cada alienígena novo revelado.
Existem quatro caixas grandes com o mesmo nome e confundir custa dinheiro. A original da Eon, de 1977, é peça de colecionador. A da Mayfair, dos anos 1990, mudou componentes, e a da Avalon Hill, de 2000, encolheu o escopo. A da Fantasy Flight, de 2008 e reeditada em 2018, é a que a comunidade joga.
As expansões seguem a mesma lógica de acúmulo: cada uma adicionou trinta alienígenas e um sistema novo, e a mesa veterana costuma embaralhar tudo junto. Para quem está começando, a caixa básica sozinha entrega centenas de partidas sem repetir combinação.
Confira estes pontos antes de fechar qualquer cópia, principalmente usada:
Se as cartas de alienígena estão todas presentes, porque falta de meia dúzia delas não aparece na conferência rápida e some silenciosamente do sorteio
Se o cone de hiperespaço está inteiro, já que é peça de plástico fino que racha na dobra e não tem reposição fácil por aqui
Se as quarenta naves de cada cor estão completas, porque uma cor curta obriga a mesa a improvisar com peça de outro jogo
Qual das quatro edições está na foto do anúncio, que é onde o vendedor desatento mistura Mayfair, Avalon Hill e Fantasy Flight
Cópia usada com o baralho de alienígenas incompleto tem conserto razoável: a lista oficial é pública e a comunidade imprime reposição, mas cartas com verso diferente entregam o poder antes da hora e estragam o sorteio.
A manutenção é simples: um saquinho por cor de nave e um elástico no baralho de poderes cortam a montagem para três minutos.
Ensinar leva quinze minutos honestos. O caminho curto é dar a cada estreante um alienígena de efeito simples na primeira partida e guardar os poderes barrocos para a segunda noite.
No custo por partida, uma caixa de R$500 fecha em vinte e cinco reais por noite depois de vinte partidas, e vinte partidas é pouco para um jogo que sorteia poderes novos toda vez que a caixa abre.
“Você aceita o convite do jogador com quatro colônias e leva um prêmio garantido hoje, ou entra na defesa para segurar a partida por mais uma rodada e voltar sem nada?”
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