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Caylus existe hoje em duas linhas distintas, e a compra pede atenção ao ano na caixa. A original da Ystari Games, de 2005, traz a estrada longa, o dinheiro completo e a partida de duas horas; Caylus 1303, da Space Cowboys, de 2019, é uma reforma do mesmo desenho com estrada curta e ritmo mais rápido. Confira a edição em português nas lojas nacionais, porque as duas linhas entram e saem de catálogo em ritmos diferentes.
A faixa que aparece nas lojas nacionais anda entre R$280 e R$450 na caixa lacrada, dependendo da linha e do estoque. Promoção de feira derruba para perto de R$220, e anúncio de marketplace pedindo acima de R$700 costuma ser cópia antiga fora de catálogo com preço de colecionador, sem urgência nenhuma da sua parte.
As duas linhas jogam partidas parecidas com temperatura diferente. A original recompensa quem gosta de planejar cinco rodadas à frente e aceita ser cortado no meio; a versão 2019 corta a gordura, encurta a estrada e devolve a decisão do provost numa mesa que fecha em uma hora.
Confira estes pontos antes de fechar qualquer cópia, principalmente usada:
Se o marcador do provost e o do bailio estão os dois na caixa, porque são peças únicas e sem elas a regra do corte não roda
Se os cubos de recurso batem com a tabela do manual, já que pedra, madeira, tecido, comida e ouro têm quantidades diferentes entre si
Se as construções de prestígio e de monumento estão completas, porque são as fichas de maior valor e as primeiras a sumir numa cópia usada
Qual linha aparece na foto do anúncio, porque vendedor desatento anuncia a arte de 2019 e envia a caixa de 2005, que joga bem mais longo
Cubo de madeira faltando tem conserto barato em loja de material didático, e a substituição não estraga nada porque a cor é o único dado que importa. Ficha de prédio faltando é problema sério, porque cada construção tem função própria na estrada e improvisar com papel quebra a leitura da fila que o provost corta.
Ensinar pede quarenta minutos honestos na versão original. O caminho curto é rodar uma rodada aberta com todas as mãos à vista, mover o provost de propósito para queimar uma produção e só então valer de verdade.
No custo por partida, uma caixa de R$350 fecha em sete reais por noite depois de cinquenta partidas, e cinquenta partidas são plausíveis num título que muda de forma conforme a estrada cresce, desde que o grupo aceite reservar duas horas de mesa.
“Você paga para o provost avançar duas casas e salva o próprio operário no prédio de prestígio do fim da estrada gastando o dinheiro que ia virar lote no castelo, ou guarda a moeda, aceita perder a produção da rodada e entrega pedra e tecido para pegar o favor do rei?”
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